Imóveis valorizam 7,73% em um ano e registram maior alta desde 2013
O preço do metro quadrado de imóveis residenciais encerrou o ano de 2024 com uma alta de 7,73%. O crescimento representa a maior valorização registrada pelo Índice FipeZAP desde 2013. A variação está acima do crescimento da inflação e outros índices da economia brasileira, como o IGP-M/FGV (+6,54%) e o IPCA (+4,64%).
“A valorização recorde no preço dos imóveis em 2024 está relacionada com o desempenho da economia brasileira, que cresceu acima das expectativas, puxada por um mercado de trabalho forte”, aponta Paula Reis, economista do DataZAP. “A condição macroeconômica influenciou positivamente para a expansão da concessão de crédito para os segmentos popular e médio padrão”, complementa.
O índice, divulgado nesta terça-feira (07/01) pelo DataZAP, analisou os preços de venda de imóveis residenciais em 56 cidades e mostra que as cidades do Sul e do Nordeste brasileiro são responsáveis pelo encarecimento no preço dos imóveis no País.
Curitiba, a cidade mais valorizada em 2024
Entre as capitais, Curitiba (+18,00%); Salvador (+16,38%); João Pessoa (+15,54%); Aracaju (+13,79%); Belo Horizonte (+12,53%) foram as que registraram as maiores valorizações em 2024.
Cidades como São Leopoldo (+15,74%), no Rio Grande do Sul, e Joinville (+15,31%), em Santa Catarina, também terminam o ano em alta.
A economista aponta que, após a pandemia, Curitiba mudou de patamar em termos de transações. De acordo com dados do Registro de Imóveis do Brasil e da Fipe, entre março de 2019 e fevereiro de 2020, cerca de 46 mil imóveis foram transacionados na capital paranaense. Entre junho de 2023 e maio de 2024, último dado disponível, esse número subiu para 58 mil imóveis.
“Os bairros mais procurados nos portais do Grupo OLX para venda são próximos ao centro histórico. Ou seja, são regiões com mais infraestrutura urbana e oferta de serviços. Essas localidades já apresentam maior densidade demográfica e estão se valorizando mais do que regiões com maior oferta de terrenos”, contextualiza.
Cidades mais caras do Brasil
Em meio a um cenário de valorização nacional, nenhum município conseguiu desbancar Balneário Camboriú como a mais cara do Brasil. O preço do metro quadrado na cidade está avaliado em R$ 13.911. Itapema, também em Santa Catarina, aparece na segunda posição, com o metro quadrado custando, em média, R$ 13.721.
Entre as capitais, Vitória (ES) e Florianópolis (SC), aparecem na frente de São Paulo (SP), com os preços médios de metro quadrado mais caros do Brasil.
Preço médio de venda por cidade
Cidade |
Preço médio do metro quadrado |
---|---|
Balneário Camboriú (SC) | R$ 13.911,00 |
Itapema (SC) | R$ 13.721,00 |
Vitória (ES) | R$ 12.287,00 |
Itajaí (SC) | R$ 11.857,00 |
Florianópolis (SC) | R$ 11.766,00 |
São Paulo (SP) | R$ 11.374,00 |
Barueri (SP) | R$ 10.844,00 |
Curitiba (PR) | R$ 10.703,00 |
Rio de Janeiro (RJ) | R$ 10.289,00 |
Belo Horizonte (MG) | R$ 9.366,00 |
Brasília (DF) | R$ 9.365,00 |
Maceió (AL) | R$ 9.325,00 |
Vila Velha (ES) | R$ 9.173,00 |
São Caetano do Sul (SP) | R$ 9.056,00 |
São José dos Campos (SP) | R$ 8.233,00 |
Recife (PE) | R$ 8.089,00 |
Fortaleza (CE) | R$ 8.031,00 |
São José (SC) | R$ 7.956,00 |
Osasco (SP) | R$ 7.933,00 |
Goiânia (GO) | R$ 7.929,00 |
Joinville (SC) | R$ 7.615,00 |
São Luís (MA) | R$ 7.440,00 |
Belém (PA) | R$ 7.405,00 |
Santos (SP) | R$ 7.322,00 |
Santo André (SP) | R$ 7.196,00 |
Niterói (RJ) | R$ 7.132,00 |
Porto Alegre (RS) | R$ 7.111,00 |
Manaus (AM) | R$ 7.061,00 |
Blumenau (SC) | R$ 7.008,00 |
João Pessoa (PB) | R$ 6.890,00 |
Campinas (SP) | R$ 6.888,00 |
Guarulhos (SP) | R$ 6.816,00 |
Salvador (BA) | R$ 6.766,00 |
São Bernardo do Campo (SP) | R$ 6.511,00 |
Diadema (SP) | R$ 6.467,00 |
Guarujá (SP) | R$ 6.431,00 |
Praia Grande (SP) | R$ 6.150,00 |
Cuiabá (MT) | R$ 6.099,00 |
Campo Grande (MS) | R$ 5.769,00 |
Caxias do Sul (RS) | R$ 5.671,00 |
Teresina (PI) | R$ 5.628,00 |
Natal (RN) | R$ 5.613,00 |
Canoas (RS) | R$ 5.578,00 |
Jaboatão dos Guararapes (PE) | R$ 5.447,00 |
Contagem (MG) | R$ 5.419,00 |
São José dos Pinhais (PR) | R$ 5.353,00 |
São José do Rio Preto (SP) | R$ 5.321,00 |
Aracaju (SE) | R$ 5.163,00 |
Londrina (PR) | R$ 5.115,00 |
São Leopoldo (RS) | R$ 5.101,00 |
Novo Hamburgo (RS) | R$ 5.043,00 |
Ribeirão Preto (SP) | R$ 4.918,00 |
Santa Maria (RS) | R$ 4.814,00 |
São Vicente (SP) | R$ 4.478,00 |
Pelotas (RS) | R$ 4.286,00 |
Betim (MG) | R$ 4.280,00 |
Fonte: Índice FipeZAP de Venda Residência/ Dezembro de 2024
Valorização nacional em 2025
Para 2025, a expectativa é de um cenário menos efervescente em todo o cenário nacional. “Tendo em vista o momento macroeconômico esperado para este ano, prevemos uma desaceleração do reajuste do preço de venda por conta dos aumentos da Selic e esgotamento da poupança”, pontua Reis. “Tais fatores devem afetar principalmente o médio padrão, que é mais dependente de financiamento”.
Fonte: Estadão Imóveis